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domingo, 19 de setembro de 2010

Historia do Gutural - Parte 2

A tempos não posto nada pra valer, essa correria toda, muito trabalho e muita coisa bacana acontecendo. Nos ultimos dias minha vida foi uma bagunça e minha saude não andou boa, também, como puderam ver voltei com a mania de abusar na bebida.

Não levem a mal, não sou alcoolatra. Mas tenho refluxo e quando bebo muito esse negocio me traz grandes complicações e mal estar, quem tem sabe.

Bom vamos ao que importa, vou cumprir hoje uma promessa de muito tempo (12/02/2009)! Continuar contando como foi que aprendi o que sei hoje.

Da ultima vez parei de falar quando conheci o Clark né? Re-capitulando minhas principais influências no incio foram o Clark (Unmaker), o Daniel Corpse (da Krig) e o Erick (dono da comunidade gutural). Eles foram minha influência não por eu querer cantar que nem eles (eu nem achei que conseguiria) mas por querer saber como é que eles fazem guturais tão diferentes do meu. Se para mim, naquela epoca, gutural era tudo igual (tecnicamente).

Quando fui conhecendo melhor cada um, e entendendo a sensação de cada um depois de horas de bate papo no msn. Resolvi me arriscar nos primeiros videos. Algum mal amado colocou meu video de aparelho no youtube (garoto juvenil!!!), pedi pra tirar, mas enfim ta lá! Quem procura acha facil! E ri também... ja dei muitas gargalhadas revendo aquilo ali.

Depois de um tempo ja nessa onda também resolvi me arriscar em bandas e foi ai que surgiu a legendaria Blamer, vou falar por que... tem bastante gente que conhece a banda (de tanto eu falar dela por ai).. e ela começou e acabou sem nenhum show! Só foi fazer show em 2007, com outra formação (show horrorosooooo). Depois de 1 mes em outro show de garagem foi bem mais divertido e tem o bordão que me seguiu um tempo "Essa musica vai pra esse gordinho simpatico aqui".




E interessante sobre 2006, 2007 que foi quando eu comecei a realmente cobrar pelas aulas de gutural. Mas tinha um amigo, que foi grande amigo por muitos anos que eu trocava aulas. Eu ensinava pra ele o tal gutural pra fora e ele me ensinava o tal "agudão pra dentro". Que negocio alto!

O Leandro Riberio, que é moderador da comunidade gutural e muitos de vocês conhecem como um emo bravo, era esse amigo que me ensinou a fazer os agudos pra dentro e veio com o metodo 'NYA'. Então de bonus vou ensinar a vocês como ficar roucos rapidinho!

O metodo 'NYA' é inspirar falando isso. O que acontece é que você fecha totalmente a garganta e projeta o som pro nariz, facilitando os agudos! E sim, funciona facil e machuca pra caramba até aprender fazer. Não façam... mas isso na epoca foi fantastico porque a gente tava pouco se lixando pra dor, queriamos um som legal e o Leo ja fazia bem essa técnica.

Na verdade eu lembrei mais de escrever isso porque estava combinando aulas com um aluno novo, o Henrique, que falou "eu descobri que sou um jovem padawan ainda".


POOOOOOOOOOOO

Ai comprou né? Sou um grande fã do Star Wars e nas aulas com o Leo faziamos analogias a força o tempo todo! Os guturais pra fora eram os Jedi e os pra dentro o Sith o 'lado negro da força' muahahahahahaha

Epoca boa, boas lembranças!!!

Então foi mais ou menos nessa epoca que comecei a rodar por ai estudando com muita gente bacana e no proximo texto (só o Deus Metal sabe quando) vou começar a falar dos meus grandes professores.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Historia da comunidade Gutural e o desenvolvimento da Técnica

Antes de falar sobre carreira musical vamos ver um pouco sobre canto. Eu estudei canto desde antes de pensar em cantar, sempre foi fascinante mas nunca achei que tinha voz. Então, advinha! Fui abandonar o canto lírico e parar no gutural.

No inicio eu achava que ficaria satisfeito conseguindo pronunciar frases com clareza, depois pensei bem e queria manipular melhor os tons, depois pensei melhor ainda e queria chegar a tons extremos e de ponto em ponto eu fui dominando cada variação possível que meus ouvidos podiam entender: gutural tradicional, vocal fry, inalando, com falsete, whistle, misturando a voz, com o som puro, mais encorpado, mais saturado, enfim.. uma infinidade de coisas.

Ah pensa que foi fácil?

Eu me machuquei demais no meio tempo, errei bastante até descobrir como fazer essas coisas. Mas bem, isso foi nos primeiros 2 anos. Depois eu comecei a buscar no canto tradicional formas de não me estrepar mais pra descobrir essas coisas. Caramba! Como eu estudei, passei de professor em professor até achar alguém que me dê confiança e falar algo diferente de: "berrando assim vai acabar com a sua voz". Eu não berrava, alias, até hoje digo: "GUTURAL NÃO É BERRO, PORRA!!!". Mas vamos percorrer todo o aprendizado.




"No decorrer do tempo a gente deixa de se sentir sozinho, sabe? Encontramos pessoas com os mesmos ideais que a gente e foi ai que eu conheci o Erick (que é dono da Comunidade gutural no Orkut: "http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=711256") e o Daniel Corpse (Ex-Sabbatariam, Krig http://www.krig.cjb.net) .

O Erick tinha um gutural agudão, esse sim "berrava", era algo meio fora da compreensão do que eu conhecia de vocal na época, nunca tinha ouvido bandas com “agudões”; O Daniel tinha um grave, puta grave! Então eu pensando que meus médios graves e médios agudos horríveis eram algum diferencial, tcharam! Agora eu teria com quem trocar experiências. Isso ocorreu nos primeiros anos.

Foram horas e mais horas intermináveis de gravação no Gravador de Som do Windows, conversar no msn e de transferências de arquivo na net discada. PQP... a gente passava a madrugada toda nessa onda e na verdade era todo mundo novo, ninguém trabalhava nem nada.

Os graves eu fui entendendo ao longo da conversa, mas os agudos, os agudos eram um tabu. Precisei ir passar um reveillon em Goiânia e VER o Erick fazendo os agudos pra entender que era outra técnica, era o vocal fry.

Variações aprendidas, conheci o Clark (www.unmaker.net), uns anos depois, com aquele vocal de textura diferente. Que diabo é isso? Parece o vocal fry, mas é grave! A há! Nova descoberta! Não era vocal fry que ele fazia. Pouco a pouco descobri que o som era feito inalando e, com muita mas muita paciência consegui encontrar as diferenças entre o vocal fry e o som inalado do gutural. E o Clark foi muito importante com o tempo, pois com seu bem treinado ouvido conseguimos notar e entender muita coisa dentro do gutural. Ainda não realizamos nos dias de hoje, mas um dia chegaremos a fazer um VERDADEIRO tutorial sobre todas as modalidades de gutural. Mas isso é papo pra mais uns posts a frente."

No próximo post vou falar sobre as problemas em usar o gutural e o vocal limpo juntos, tabus que também foram complicados de vencer.

Material de estudo:

Como fazer o vocal fry:

Aula sobre Vocal Fry(Sussurro)

A parte forçada que eu falo na gravação se deve a falta de APOIO DIAFRAGMATICO, problema que eu tinha na epoca e que é muito importante, coisa que trataremos nos proximos posts.

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